Ossobuco ao Vinho com Risoto de Açafrão

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O frio chegou, e claro que ele pede uma “comida que abraça”. Esse prato é daqueles que a princípio você pensa: nossa, demora três horas! Mas calma, são três horas na panela e você só precisa olhar algumas vezes. E, no final, você vai pensar: foram as três horas que melhor investi na vida! Eu falo sério: o “conjunto” de sabores desse prato é magnífico. Sem contar na textura da carne, daquelas que fica desmanchando, sabe? Aquela textura que traz paz só de olhar… Imagina ao comer!

Ossobuco ao Vinho com Risoto de Açafrão

INGREDIENTES OSSOBUCO:
– 1,5kg de ossobuco (4 pedaços)
– 1 cenoura
– 2 cebolas
– 1 alho-poró
– 3 folhas de louro
– 5 colheres (sopa) de extrato de tomate
– 1 lata de tomate pelado
– 1 colher (sopa) de açúcar
– 1 colher (café) de sal
– 150ml Heroes Carmenere
– Azeite
– Noz moscada
– Pimenta do Reino
– Sal

MODO DE PREPARO: Comece temperando os ossobucos somente com sal e pimenta do reino. Em uma panela grande, coloque um fio de azeite e doure bem dos dois lados. Reserve. Nessa mesma panela (para aproveitar o sabor da carne), coloque o alho-poró e a cebola cortados em fatias e a cenoura em cubinhos – não se preocupe em cortar tão pequeno, pois no cozimento elas irão desaparecer. Quando eles estiverem bem dourados, coloque a massa de tomate e o vinho, mexa e deixe ferver por três minutos. Acrescente o tomate pelado, o sal, o açúcar e mexa bem. Agora, acomode os pedaços de carne (se for possível, sem sobrepor) e coloque as folhas de louro. Adicione água fervente até dois dedos acima da carne e deixe em fogo baixo por três horas com a panela tampada. Lembre-se de verificar sempre a quantidade de caldo e, se for necessário, vá adicionando água fervente. Nos últimos 30 minutos, coloque o quanto desejar de noz moscada e retire a tampa para apurar o caldo.

INGREDIENTES RISOTO DE AÇAFRÃO:
– 4 xícaras (café) de arroz arbório ou carnaroli
– 200g de parmesão
– 2 sachês açafrão La Pastina
– 1 cebola
– 3 colheres (sopa) de manteiga
– Sal

MODO DE PREPARO: Coloque 700ml de água com sal para ferver. Assim que levantar fervura, adicione os sachês de açafrão e mantenha a água quente. Derreta uma colher de manteiga e doure a cebola (você pode cortá-la em pedaços pequenos ou ralar). Agora, adicione o arroz e metade da água com açafrão, permaneça em fogo médio e mexendo sempre, quando estiver quase secando adicione o restante do “caldo” feito com açafrão e o parmesão, mexa até quase secar (deixe com um pouco de caldo ao desligar). Adicione o restante da manteiga, mexa bem, acerte o sal e sirva com o ossobuco.

Bom apetite!

Harmonização

Para harmonizar esse prato, você pode utilizar o mesmo vinho do preparo: o Santa Rita Heroes Carmenere. Ou também pode optar por um vinho com mais presença de sabor, como o Tunupa Cabernet Sauvignon – ambos são ótimas escolhas.

Dicas do Kaito para um prato perfeito!

– Cuidado com o sal no ossobuco! A redução do molho irá potencializar o mesmo, então tempere a carne normalmente, coloque a quantia de sal da receita e deixe para acertar no sal do seu molho próximo ao final do preparo;

– Se você quiser o seu ossobuco com um molho (literalmente falando), passe ele na farinha antes de dourar – isso deixará o molho bem espesso. Aqui, eu deixei reduzir para ele ficar apenas úmido, com caldo;

– Utilizei o verdadeiro açafrão espanhol. Se você optar por utilizar o açafrão da terra (cúrcuma), uma colher de chá é o suficiente e aconselho a fazer um caldo de legumes para o preparo do risoto, adicionando o açafrão da terra no próprio arroz e logo no início do preparo;

– Acerte o sal do risoto somente no final. A quantidade de sal varia muito com o parmesão que você irá utilizar.

Kaito Casagrandi

Administrador por formação e apaixonado por gastronomia, Kaito cresceu na cozinha e com o tempo acabou encontrando um universo de possibilidades dentro dela. Ele é adepto da culinária refinada, simples, sem “firulas” em cortes, formatos e afins. Saborosa, agregadora e emocionante! Onde o que realmente importa é estar na mesa com quem se gosta. Ele não cursou gastronomia e tampouco pretende se formar um “chef”. Para ele, a arte de cozinhar não vem de títulos. Ela está nas mãos e no coração! 
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